I-06. A terra prometida e a ambição de um rei 

O povo israelita finalmente chega à Terra Prometida (1200 a.c) guiados por Josué. Mas a sua estadia não foi fácil como nos conta o livro dos Juízes. Seguiram-se dois séculos muito difíceis, entre conquistas territoriais e provações da sua própria fé. Naquele tempo, aquele território era era ocupada pelos cananeus que prestavam culto aos seus ídolos, que os israelitas foram tentados varias vezes a adorar.

Mas de cada vez que o povo se arrepende e se volta para Deus, este não lhe falha e envia-lhe os Juízes, uma espécie de líderes tribais, que apesar de terem alguma falha de carácter, iam liderando os israelitas em vitórias sobre os povos oponentes e a esperança era restaurada. Mas seguiram-se períodos em que a idolatria voltava e começa tudo de novo, repetido por muitos ciclos idênticos. O último dos quais com o conhecido Sansão. Este povo ia sobrevivendo mas faltava fé e liderança espiritual.

O livro de Samuel, começa por nos apresentar um profeta escolhido por Deus para ser a Sua voz junto dos israelitas. Certo dia, os chefes das tribos,  vão ao encontro de Samuel e pediram-lhe um Rei que os governasse. Apesar de Deus perceber que as suas razões eram sobretudo militares políticas , Deus atendeu ao desejo e permite a Samuel sagrar Saúl como o primeiro rei de Israel (1020 – 1000 a.c).

Durante o seu reinado, Saúl acabou por esquecer com o tempo o verdadeiro propósito de ser rei. Contudo, não deixou de ter um papel importante ao unificar as tribos num só povo, criando uma nação. 

Com a morte de Saúl e por escolha do povo, David ocupa o trono (1000 – 961 a.c), o jovem pastor que foi ungido por Samuel e objeto de escolha divina, bem antes de se tornar rei. David tinha a força de Deus com ele e combateu sempre em seu nome. Foi um rei profundamente religioso e conservou até ao fim a sua grande fé. Conquistou Jerusalém, e fez desta capital e Cidade Santa.

Objetivo mínimo

Aqui deixamos a sebenta que é utilizada na paróquia há vários anos como ferramenta de apoio às sessões. Sugerimos que cada um(a) tenha como objetivo mínimo ler o capítulo de cada sessão. Aqui fica o PDF da Sessão 06.

Para aprofundar

Para aprofundar o tema de forma lúdica, sugerimos a visualização destes vídeos que em poucos minutos nos dá uma visão bastante enriquecedora sobre o tema.

Nota: Para saber mais sobre a origem dos seguintes vídeos clique AQUI. Estão falados em Português do Brasil. No Youtube está disponível a versão falada em Inglês (com legendas em português).

I-05. A aliança de Deus com o Seu povo

A segunda parte do livro do Êxodo (capítulos 19-50), inicia com o povo israelita indignado com Moisés e descrente em Deus, vagueando pelo deserto até se deparar com a montanha de Sinai. Foi neste local que Deus surgiu na forma de uma tempestade violenta de nuvens.

Esta presença revelou-se antagonista ao início da história da Humanidade, onde Deus se assumia próximo do ser humano, no Jardim do Éden. No entanto, o povo de Israel estava a trair essa proximidade, ao ser incrédulo novamente.

Se até ao momento Deus só pedia confiança e fé, neste contacto chamou Moisés ao cimo do Sinai para firmar uma aliança com o povo, mais conhecida como Os Dez Mandamentos, Decálogo (10 palavras de Deus) ou simplesmente as tábuas da Lei.

Deus promete proteger e abençoar este povo, e quer que se tornem os Seus representantes perante todas as nações e povos da Terra. Em troca pede que lhe sejam fiéis e cumprem estas leis:

Êxodo 20, 2-17Deuteronómio 5, 6-21Fórmula do Catecismo
Eu sou o Senhor teu Deus,
Que te tirei da terra do Egipto, dessa casa da escravidão.
Eu sou o Senhor teu Deus,
que te fiz e tirei da terra do Egipto dessa casa da escravidão.
Primeiro: Adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas.
Não terás outros deuses perante Mim.
Não farás de ti nenhuma imagem esculpida,
nem figura que existe lá no alto do céu ou cá em baixo na terra ou nas águas debaixo da terra.
Não te prostrarás diante delas nem lhes prestarás culto porque eu, o Senhor teu Deus, sou um Deus cios:
castigo a ofensa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me ofendem; mas uso de misericórdia até à milésima geração com aqueles que Me amam e guardam os meus mandamentos.
Não terás outros deuses diante de Mim…
Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus,
porque o Senhor não deixa sem castigo quem invocar o seu Nome em vão.
Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus…Segundo: Não invocar o santo nome de Deus em vão.
Lembra-te do dia do Sábado para o santificar. Durante seis dias trabalharás e farás todos os trabalhos.
Mas o sétimo dia é sábado do Senhor teu Deus.
Não farás nele nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho ou tua filha, nem o teu servo nem a tua serva, nem o teu gado, nem o estrangeiro que vive em tua cidade. Porque em seis dias o Senhor fez o céu e a terra,
o mar e tudo o que eles contêm: mas ao sétimo diz descansou. Por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou.
Guarda o dia do sábado para o santificarTerceiro: Santificar os domingos e festas de guarda.
Honra pai mãe, a fim de prolongares os teus dias
na terra que o Senhor teu Deus te vai dar.
Honra teu pai e tua mãe…Quarto: Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
Não matarás.Não matarás.Quinto: Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).
Não cometerás adultério.Não cometerás adultério.Sexto: Guardar castidade nas palavras e nas obras.
Não roubarás.Não roubarás.Sétimo: Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.Oitavo: Não levantar falsos testemunhos (nem de qualquer outro modo faltar à verdade ou difamar o próximo).
Não cobiçarás a casa do teu próximo.Nono: Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
Não desejarás a mulher do próximo, nem o seu servo nem a sua serva, o seu boi ou o seu jumento, nem nada que lhe pertença.Não desejarás a mulher do teu próximo;Décimo: Não cobiçar as coisas alheias.
Não cobiçarás … nada que pertença ao teu próximo.
Ligação para Os Dez Mandamentos no Catecismo da Igreja Católica

Depois Jesus veio ensinar (Mt 22, 37-39) que estes mandamentos se podem resumir em dois :

  • Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos.

No monte Sinai Deus parece assustador ao povo, que aceita os seus termos mas recusa a aproximar-se. Mas Deus quer fazer-se próximo, quer caminhar com o povo e dá instruções a Moisés para construir uma tenda, denominada “Tabernáculo”. Ainda antes de finalizarem esta obra, Moisés depara-se com o povo a quebrar os momentos mandamentos, admirando outro ídolo: o bezerro de ouro.

Deus parecia decidido a castigar o seu povo, acabar com ele, e recomeçar apenas com Moisés. Mas Moisés torna-se um importante mediador junto de Deus nesta aliança, lembrando que este prometera a Abraão restaurar a união e proximidade com o ser humano, dar-lhe a sua bênção e presença.

Deus é misericordioso, poupa o povo de Israel, e enche o Tabernáculo com a sua luz. Ainda assim, nem Moisés lá consegue entrar. A falta de fé de Israel parece ter deixado consequências e Deus vai transmitir a Moisés novos mandamentos (que totalizam mais 600 leis) e uma série de rituais de expiação com o objetivo de permitir a limpeza do coração para que este povo frágil consiga andar na presença do Senhor.

A travessia no deserto prolongou-se durante 40 anos e foi um claro teste à fé do povo. Deus perante a falta de confiança da geração de Moisés, decide castigá-la impedindo-a de ver a chegada à terra prometida. Será apenas a geração seguinte, com o futuro líder Josué, que com a ajuda Deus, lidera o povo de Israel na passagem pelo rio Jordão e na tomada de Jericó. Depositando apenas a fé em Deus conseguirão entrar na terra prometida, ocupada pelos cananeus, um povo cujas práticas erram terrivelmente corruptas aos olhos de Deus.

O período seguinte é de conquista de várias cidades e territórios, que depois foram distribuidos pelas dozes tribos de Israel, que assim virão cumprida a a promessa feita a Abraão.

Objetivo mínimo

Aqui deixamos a sebenta que é utilizada na paróquia há vários anos como ferramenta de apoio às sessões. Sugerimos que cada um(a) tenha como objetivo mínimo ler o capítulo de cada sessão. Aqui fica o PDF da Sessão 05.

Para aprofundar

Para aprofundar o tema de forma lúdica, sugerimos a visualização destes vídeos que em poucos minutos nos dá uma visão bastante enriquecedora sobre o tema.

Nota: Para saber mais sobre a origem dos seguintes vídeos clique AQUI. Estão falados em Português do Brasil. No Youtube está disponível a versão falada em Inglês (com legendas em português).

I-04. A ida para o Egito e o êxodo 

Nos capítulos finais de Génesis (37 a 50) é relatada a magnífica história de José, uma das mais belas demonstrações do significado do perdão na Bíblia.

José foi o décimo primeiro filho de Jacob, e o primeiro que teve com a mulher que amava, Raquel. Talvez por isso fosse o filho predilecto de Jacob, manifestado na oferta de uma túnica valiosa. Os irmãos tinham-lhe inveja e chegaram mesmo a querer matá-lo. Mas a morte foi-lhe poupada tendo decidido, em vez disso, vendê-lo como escravo.

Já no Egipto, depois de ter ficado prisioneiro injustamente, José vai chegar a administrador do faraó, graças à sua capacidade de interpretar os sonhos. Numa reviravolta, vai ser José a salvar a sua família da fome, tendo-lhes perdoado e assinalado como Deus transformou esse mal num bem que permitiu a salvação do seu povo.

A partir de então Jacob (que agora se chamava Israel) e toda a sua descendência irão viver para o Egito, formando um povo numeroso e próspero durante 4 séculos. É aqui se percebe que a benção de Deus a Abraão começam a chegar a um cumprimento.

Este povo de Deus era tão póspero e numeroso que começou que chega ao poder um Faraó que decide subjugar o povo israelita à escravidão e matar os seus recém-nascidos. para que este povo não prolifere mais.

Os primeiros capítulo do Êxodo(1-18) contam-nos a história de um destes bebés a quem estava destinada a morte: Moisés, escapará numa cesta nas águas do Nilo, sendo adotado pela filha do faraó. Mais tarde, Deus vai-lhe aparecer numa misteriosa sarça ardente e apesar da reninitência de Moisés., Deus vai incubi-lo de uma grande missão: libertar o seu povo do Egipto.

Moisés acaba por ir até ao encontro de Faraó e explica-lhe que o Deus de Abraão, Isaac e Jacob, pede que o Seu povo seja libertado. O Faraó não só rejeitou, como também passou a escravizar ainda mais o povo de Israel. Deus, perante a dureza do coração do Faraó, permite que seja assolado por 10 pragas sucessivas esperando que o Faraó reconsiderasse.

1ª Sangue; 2ª Rãs; 3ª Mosquitos 4ª Moscas; 5ª Gado; 6ª Chagas; 7ª Granizo; 8ª Gafanhotos; 9ª Escuridão;

Tal não acontece, e na última das 10 pragas Deus decide replicar o que o Faraó havia feito ao povo israelita: a morte dos filhos primogénitos. Mas Deus, dá a Moisés uma saída para os israelitas ficarem a salvo: cada família do Seu povo deve matar um cordeiro e com o sangue dele passar pelas portas e janelas de cada casa e comer esse cordeiro assado, festejando assim a Páscoa do Senhor.

Quando o Faraó chora a morte do seu filho, concede a Moisés que o povo israelita saia em liberdade. Após a partida, em desespero arrepende-se, e reúne o exercito para perseguir os israelitas . Deus de forma milagrosa providencia que as águas do mar vermelho se apartem para o Seu povo passar a pé enxuto até ao deserto, e de imediato as águas retomam o seu nível afogando o exército do Faraó que vinha no encalço. O povo ao ver isto decide cantar um cântico de louvor ao seu Deus que o salvou.

Moisés e o povo começam uma travessia pelo deserto onde esperam chegar à terra prometida. no deserto surgem as dificuldades de falta de água e alimento, o povo começa a reclamar com o Deus de Moisés (já não é o seu Deus) chegando ao cúmulo de dizer que preferiam voltar para escravidão do Egito. Deus, atravém da mediação paciente de Moisés, vai sempre providenciar tudo ao Seu povo (água, o maná e as perdizes).

Esta travessia prolongou-se durante 40 anos e foi um claro teste à fé do povo. Deus perante a falta de confiança sa geração de Moisés, decide castigá-la impedindo-a de ver a chegada à terra prometida. Será apenas a geração seguinte, com o futuro líder Josué, que apenas com a ajuda Deus conseguirão entrar na terra prometida, ocupada pelos cananeus, um povo cujas práticas erram terrivelmente corruptas aos olhos de Deus.

Objetivo mínimo

Aqui deixamos a sebenta que é utilizada na paróquia há vários anos como ferramenta de apoio às sessões. Sugerimos que cada um(a) tenha como objetivo mínimo ler o capítulo de cada sessão. Aqui fica o PDF da Sessão 04.

Para aprofundar

Para aprofundar o tema de forma lúdica, sugerimos a visualização destes vídeos que em poucos minutos nos dão uma visão bastante enriquecedora sobre o tema.

Nota: Para saber mais sobre a origem dos seguintes vídeos clique AQUI . Estão falados em Português do Brasil. No Youtube está disponível a versão falada em Inglês (com legendas em português).

São Martinho, 11 Nov

São Martinho de Tours, padroeiro de França, Hungria, e Buenos Aires

  • Nascimento: cerca de 316, na antiga Panónia (província do Império Romano), atual Hungria.
  • Falecimento: 08/11/397 em Candes; foi sepultado a 11/11/397 em Tours (França), data em que se passou a celebrar a sua memória.
  • Filho de um comandante romano, cresceu em Itália, no seio de uma família pagã.
  • Com apenas 12 anos, já atraído pelo cristianismo, queria ser asceta e retirar-se para o deserto. Mas um edito imperial obrigou-o a alistar-se aos 15 anos e acabou num quartel na Gália.
  • Como membro da guarda imperial, era muito requisitado para as rondas noturnas. Numa delas, durante o inverno do ano 335, Martinho deparou-se, a cavalo, com um mendigo despido. Movido de compaixão, tirou seu manto, cortou-o em duas partes e deu a metade ao pobre. 
  • Na noite seguinte, Jesus apareceu-lhe em sonho, usando a metade do manto, dizendo aos anjos: “Este aqui é Martinho, o soldado romano não batizado: ele me cobriu com seu manto”.
  • O sonho impressionou o jovem soldado. Frequentou a preparação dos catecúmenos (os que se preparam para o Batismo) e na festa da Páscoa seguinte foi batizado. Teria por volta dos 20 anos.
  • Logo que pôde, ao ser dispensado do exército, foi ter com Santo Hilário, bispo de Poitiers, tornou-se discípulo dele. Hilário ordenou-o e deu-lhe permissão para fundar um mosteiro perto de Tours.
  • Vivendo uma vida austera, o ex-soldado tornou-se pobre como desejava. Rezava e pregava a fé católica em terras francesas, onde ficou conhecido pelos seus milagres, o que atraía multidões.
  • Os cristãos de Tours, tendo ficado sem Pastor, aclamaram-no seu Bispo em 371. Martinho aceitou, mas com seu estilo próprio de vida: não quis viver como príncipe da Igreja, para que as pessoas – pobres, presos e enfermos – continuassem a encontrar abrigo sob seu manto.
  • Assim, foi viver na periferia dos muros da cidade, no mosteiro de Marmoutier, o mais antigo da França. Dezenas de monges o seguiram, muitos deles pertenciam à casta nobre.
  • Como bispo, Martinho dedicou-se à evangelização no meio rural, à formação do clero e ao combate à influência pagã na Igreja, em particular ao gnosticismo.
  • Foi o primeiro Santo não mártir a receber culto oficial da Igreja e tornou-se um dos Santos mais populares da Europa medieval.

Ajude-nos, São Martinho, a compreender que só através de um compromisso comum de partilha é possível responder ao grande desafio do nosso tempo: isto é, de construir um mundo de paz e de justiça, no qual cada homem possa viver com dignidade.

Bento XVI, 11 de novembro de 2007

Curiosidades:

  • “Verão de São Martinho”: O povo acredita que, na véspera e no dia das comemorações, o tempo melhora e o sol aparece, como recompensa ao gesto do Santo que repartiu o seu agasalho com um pobre. A esta data associa-se também a celebração do Magusto, uma festa popular com castanhas e água-pé.
  • “Capela”: Depois da sua morte, a meia capa de São Martinho foi colocada numa urna e um pequeno santuário foi construído para preservá-la, que também serviria de local de culto. Como em latim “meia capa” se diz “capela”, costumava-se dizer: “Vamos rezar onde está a capela”. Assim se popularizou a palavra “capela” que passou a designar pequenos locais de oração.

I-03. Deus escolhe uma família

Neste encontro falamos sobre a segunda parte do livro do Génesis (do capítulo 12 até ao 25). Depois da espiral negativa em que a humanidade foi caindo, Deus tem um projeto para resgatá-la para a bondade inicial do jardim do Éden. Esse projeto começa com a interpelação de Deus a um homem, Abraão, e a promessa de bençãos à sua descendência que será “numerosa como as estrelas”. Abraão vai manter a fé em Deus apesar das dificuldades e até da lógica humana: Sara que era estéril vai dar à luz o seu filho Isaac.

Isaac e Rebeca vão ter dois filhos: Esaú e Jacob. Jacob, apesar de ser o mais novo, vai conseguir (de forma pouco ortodoxa) recolher a benção de Isaac para continuar esta família. Serão doze os seus filhos, dos quais sairão as doze tribos de Israel.

Objetivo mínimo

Aqui deixamos a sebenta com a Sessão 03. Esta sebenta é utilizada na paróquia há vários anos, como ferramenta de apoio às sessões. Sugerimos que cada um(a) tenha como objetivo mínimo ler o capítulo de cada sessão.

Entretanto esta semana deixei aqui uma cronologia resumo de toda a história do Antigo testamento: é um caminho de quase 2000 anos que começa em Abraão e que culminará com a chegada do Messias. (fonte Bíblia Youcat)

Para aprofundar

Para aprofundar o tema de forma lúdica, sugerimos a visualização deste vídeo que em poucos minutos nos dá uma visão bastante enriquecedora sobre o tema.

Nota 1: Para saber mais sobre a origem dos vídeos clique AQUI

Nota 2: Os 2 vídeos que se seguem têm o mesmo conteúdo, mas em línguas diferentes: Português do Brasil e Inglês (com legendas em português)

I-02. A Criação e a Queda

Na segunda sessão, iniciamos o percurso pelo Antigo Testamento, abordando o primeiro livro da Bíblia, cujo nome “Génesis” significa “Origem”. Este livro tem duas partes distintas:

  • Capítulos 1-11: a origem da humanidade, em que os personagens principais são Adão e Noé
  • Capítulos 12-50: a origem do povo de Deus, em que os personagens principais são Abraão, Isaac e Jacob (chamados de Patriarcas do povo judeu)

Esta sessão centra-se na primeira parte, em que o autor sagrado se preocupa a responder a duas questões fundamentais:

As respostas que, muitos de nós, procuramos sobre “Quando?” e “Como?” não podem ser encontradas nesse livro da Bíblia, cuja competência é (apenas) teológica. Para encontrar respostas com competência científico-natural, recorremos às ciências naturais.

Sobre esta aparente dicotomia entre fé e ciência, o Youcat esclarece que “não existem contradições insolúveis entre fé e ciência, porque não pode haver verdades duplas”. Além disso, é possível “aceitar a [Teoria da] Evolução e simultaneamente crer no Criador”, porque “a Fé está aberta ao conhecimento e à hipóteses das ciências naturais”.

Voltando aos primeiros capítulos do Génesis (1-11), o seu conteúdo pode ser resumido como as “primeiras etapas da Revelação de Deus”. Deus criou o universo, os seres vivos e os animais com ordem e harmonia e por último criou o homem e da mulher ” à Sua imagem e semelhança”. Deus manifesta-se desde o princípio aos nossos primeiros pais, representados por Adão e Eva, e convida-os a uma comunhão íntima com Ele.

Entretanto, surge a serpente como representação de Satanás, anjo que se havia separado de Deus e do Céu e que agora investe para que as outras criaturas também percam a Deus. Assim surge a queda da humanidade, que designamos por Pecado Original.

A consequência desta queda, é que o homem passa a viver em conflito interior. É a chamada concupiscência, ou seja, esse desejo que nos inclina ao mal. O ser humano passa a encontrar dificuldades para corresponder à vontade de Deus (por vezes percebemos que fazer a vontade de Deus é uma verdadeira luta!). Outra consequência do pecado original é que o sofrimento também passou a fazer parte da vida humana.

Mas, apesar da queda, Deus não desiste da humanidade e promete a salvação para a descendência de Eva (versículo 15 do Capítulo 3). É o chamado proto-evangelho, ou seja, a primeira boa nova dada por Deus.

A descendência que a Bíblia faz questão de demostrar pela sucessão das gerações, irá estar ligada a Maria, Mãe de Cristo, que muitos santos Padres e Doutores da Igreja veem como «nova Eva».

Como diz Santo Ireneu: “o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou, com a sua incredulidade, desatou-o a Virgem Maria com a sua fé“; e, continua a comparação afirmando: “a morte veio por Eva, a vida veio por Maria“. (CIC nº 494). São Paulo também contribui para esse paralelismo: “Com efeito, tal como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão restituídos à vida.” (Cor 15, 22)

Os capítulos seguintes do Génesis relatam vários episódios, cujo fio condutor é demonstração a decadência da humanidade.

É aí que Deus decide “lavar” a humanidade com o dilúvio, após o qual, vai estabelecer com Noé uma aliança entre Ele e todos os seres vivos. Essa primeira aliança é representada pelo arco-íris.

Nos capítulos seguintes iremos perceber que tendência do homem para o mal parece não mudar…

Objetivo mínimo

Para terminar, deixamos aqui a sebenta com a Sessão 02. Esta sebenta é utilizada na paróquia há vários anos, como ferramenta de apoio às sessões. Sugerimos que cada um(a) tenha como objetivo mínimo ler o capítulo de cada sessão.

Para aprofundar

Para aprofundar o tema de forma lúdica, sugerimos a visualização deste vídeo que em poucos minutos nos dá uma visão bastante enriquecedora sobre o tema.

Nota 1: Para saber mais sobre a origem dos vídeos clique AQUI

Nota 2: Os 2 vídeos que se seguem têm o mesmo conteúdo, mas em línguas diferentes: Português do Brasil e Inglês (com legendas em português)

Desafio extra

Apenas para quem quiser, fica o desafio para, depois de ver o vídeo, tentar resumir um pequeno parágrafo que responda às seguintes perguntas. Bom trabalho!

  • Em que consiste a escolha que os humanos têm a fazer, que é representada pela tentação de comer o fruto proibido?

I-01. A Revelação de Deus

Depois da apresentação da semana anterior em que promovemos um café/lanche informal muito concorrido, arrancamos com a 1ª sessão do 1º módulo. Este encontro começa com uma pergunta:

«Se eu quero seguir a Jesus, o que devo fazer e no que devo acreditar?»

Para uma resposta credível e simultaneamente acessível podemos utilizar os resumos oficiais do Catecismo da Igreja Católica (CIC) publicado no papado de João Paulo II, em 1992. São eles:

  • Compêndio de 2005 (CCIC), resumo com um estilo mais informal de pergunta/resposta breve.
  • Youcat de 2012, um projeto focado na evangelização dos jovens, bastante apelativo na linguagem e na imagem.

Assim, passamos à resposta: Deus «quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade» (1 Tm 2,4), isto é, de Jesus Cristo. Por isso, é necessário que Cristo seja anunciado a todos os homens, segundo o seu mandamento: «Ide e ensinai todos os povos» (Mt 28, 19). É o que se realiza com a Tradição Apostólica. (CCIC nº 11 a 17)

E o que é isso? A Tradição Apostólica é a transmissão da mensagem de Cristo, realizada desde as origens do cristianismo (mediante a pregação, o testemunho, as instituições, o culto, a bíblia). Os Apóstolos transmitiram o que receberam de Cristo aos seus sucessores, os Bispos, e, através deles, a todas as gerações até hoje.

A Tradição e a Sagrada Escritura estão intimamente unidas e compenetradas entre si. […]Constituem um só sagrado depósito da fé, do qual a Igreja recebe a certeza acerca de todas as coisas reveladas.

Essa formação da iniciação cristã de adultos (percurso que culmina com o sacramento do Crisma) fará uma aproximação ao depósito da fé, que está vertido em dois documentos que são a nossa base e bibliografia oficial: a Bíblia e o Catecismo da Igreja.

Apesar de tais documentos serem complexos, tentaremos fazer uma abordagem mais simplificada e interpelativa. O objetivo é percebermos que as suas mensagens nos dizem intimamente respeito e que podem fazer a diferença na nossa vida individual e comunitária.

Assim, preparamos 3 módulos de formação contínuos e interligados, tentando analisar a Revelação de Deus à humanidade, desde o início dos tempos até ao dia de hoje:

  1. O que aconteceu antes de Jesus? A resposta está no Antigo Testamento, no qual a figura central é Deus Pai. Ele que escolhe uma pessoa, uma família, um povo para Se revelar ao mundo. A riqueza do AT para os cristãos reside no “testemunho da divina pedagogia do amor de Deus” e na preparação para a vinda de “Cristo Salvador do Universo” (CCIC nº 21).
  2. O que aconteceu na vinda de Jesus? A resposta está no Novo Testamento, em que a figura central é Deus Filho, que é “a definitiva Revelação de Deus”. Como nos refere S. João da Cruz: “Deus disse-nos tudo ao mesmo tempo e duma só vez, e nada mais tem a acrescentar» (CCIC nº 9).
  3. O que aconteceu após a Ressurreição de Jesus até hoje? A resposta é a própria Igreja (e os seus Sacramentos), na qual a figura central é Deus Espírito Santo.  Ele foi enviado pelo Pai e pelo Filho encarnado, para conduzir a Igreja «ao conhecimento da Verdade total» (CCIC nº47). «O Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.» (Jo 14, 26)

Nesta primeira sessão começamos por falar da Bíblia como um todo, percebendo que se trata de uma história contínua do Deus que se revela ao homem. Como nos lembra o Papa Francisco, «Deus falou, já não é o grande desconhecido, mas mostrou-Se a Si mesmo.»

Temos “em mãos algo de divino: um livro como fogo, um livro no qual Deus fala”.

Papa Francisco, prefácio da Bíblia “Youcat”

Além disso tentamos responder a algumas questões essenciais sobre a Bíblia:

  • Por quantos livros é composta?
  • Quem são os autores e a que período pertencem?
  • Que géneros literários utilizam?
  • Em que partes se divide?
  • Qual o enredo que une todos estes livros?
  • Porque é que se diz que é a Palavra de Deus?

Objetivo mínimo

Deixamos aqui a sebenta com a Sessão 01. Esta sebenta é utilizada na paróquia há vários anos, como ferramenta de apoio às sessões. Sugerimos que cada um(a) tenha como objetivo mínimo ler o capítulo de cada sessão.

Para aprofundar

Para aprofundar o tema de forma lúdica, sugerimos a visualização destes vídeos que em poucos minutos nos dão uma visão bastante enriquecedora. (Nota sobre a origem dos vídeos AQUI)

Desafio extra

Apenas para quem quiser, deixamos um desafio: após os 15 minutos que irão despender a ver os 3 vídeos, tentem formar 3 frases para responder a estas três perguntas. Bom trabalho!

  • O que é a Bíblia?
  • Qual a história da Bíblia?
  • Quais os estilos literários na Bíblia?

Ano 2022/2023 inicia a 9 Outubro com 2 grupos

A formação cristã de adultos da Paróquia Nª Sª da Areosa irá iniciar no dia 9 de Outubro de 2022. É destinada a maiores de 18 anos (sem limite de idade) e divide-se em 2 grupos:

– Grupo de PREPARAÇÃO para os Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Comunhão ou Crisma).

– Grupo de FORMAÇÃO e aprofundamento da fé cristã para adultos já crismados.

Os encontros são semanais: desde meados de Outubro até ao final de Junho. Habitualmente é ao Domingo às 11h da manhã, mas há a possibilidade de abrir outro horário à semana consoante o número de interessados.

Venha tomar um café connosco e experimente sem compromisso!

Inscreva-se ou contacte-nos neste LINK.

Grupo 2021/22 inicia a 17 Outubro

A catequese de adultos irá iniciar a 17 de Outubro de 2021, em regime presencial. Está aberta a maiores de 18 anos (sem limite de idade) e divide-se em 2 grupos:

– Grupo de PREPARAÇÃO para os Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Comunhão ou Crisma).

– Grupo de FORMAÇÃO e aprofundamento da fé cristã para adultos já crismados.

A reunião é semanal desde meados de Outubro até ao final de Junho. Habitualmente é ao Domingo às 11h da manhã, mas há a possibilidade de abrir outro horário à semana consoante o número de interessados.

Venha experimentar sem compromisso! Inscreva-se ou contacte-nos neste LINK.

Crisma na Areosa – 26 Junho 2021

No passado dia 26 de Junho de 2021 teve lugar na Igreja da Areosa a cerimónia do Crisma de 40 jovens e adultos da nossa paróquia tendo sido presidida pelo senhor bispo do Porto, D.Manuel Linda. O grupo de adultos esteve presente com 12 adultos preparados desde 2019/20 (que devido à pandemia não puderam ser crismados em 2020) e mais 6 adultos preparados em 2020/21.