Sessão 27 – 17 Mai

Resumo feito por Daniela Cruz, a quem agradecemos.

«Na última sessão, abordamos o primeiro Sacramento da Iniciação Cristã, o Baptismo.

Previamente, o que é um Sacramento? “É um encontro pessoal com Jesus Cristo que através dum Sinal nos dá a sua Graça (Auxílio; Perdão; Força; Amor)”.

E o Baptismo? É o primeiro dos Sacramentos da Iniciação Cristã, sendo a porta de entrada na Igreja. A palavra tem origem grega e significa mergulhar repetidamente em água. O Baptismo representa a nossa união com Cristo e simboliza o renascimento para uma nova vida, purificada do pecado. “Em virtude do Baptismo nós tornamo-nos discípulos missionários, chamados a levar o Evangelho ao mundo (cf. Exortação Apostólica Evangelii gaudium, 120)”.

O papel dos Padrinhos (sobretudo no Baptismo das crianças):

O(A) Padrinho/Madrinha têm uma papel muito importante na vida do seu afilhado, pois cabe a estes guia-lo ao longo da sua vida a se encontrar com a sua fé e com Deus. Cabe a estes também e aos pais integra-los na comunidade Cristã e a ensinar-lhes a rezar como Jesus nos ensinou.

Sinais Sacramentais do Baptismo:

Água: É o sinal principal. Simboliza a nova vida e a purificação (morrer para o pecado e renascer para uma nova vida).

Vela / Luz : A Luz de Cristo Ressuscitado (Círio Pascal) que ao acender a vela do baptizado representa a sua união com Jesus Cristo. O baptizado é um iluminado pela Luz de Cristo para saber distinguir o mal (trevas) do bem (luz).

Óleo : Significa a força para lutar e resistir ao pecado (óleo dos catecúmenos) e a escolha para a missão (Profeta, Sacerdote, Pastor/Rei) que lhe é conferida (óleo do crisma). O seu odor significa também o Espírito Santo que é o espírito de Jesus de Nazaré e que passa a inundar o baptizado.

Veste branca: Significa paz, vitória sobre o mal e a pureza (limpo do pecado) que deve conservar pela vida fora.

Efeitos do Baptismo (Graça sacramental):

Pelo Baptismo aderimos a Deus renunciando ao pecado e declarando a nossa Fé em Jesus Cristo. Deus pela sua misericórdia e Amor liberta-nos de todos os nossos pecados e nos dará forças para manter esse estado de pureza pela vida fora.»

Podem aprofundar este tema no nosso guia para os Sacramentos e nas Catequeses do Papa, nos links abaixo.

Sessão 26 – 10 Mai

Esta semana continuamos com o Credo, nomeadamente as ultimas afirmações do Símbolo dos Apóstolos:

Creio na Comunhão dos Santos

Comunhão quer dizer “união” e “possibilidade de comunicação”. Os Santos são todos os que vivem unidos a Deus, na terra ou no Céu. Comunhão dos santos quer dizer que, tal como os ramos de uma árvore estão unidos entre si através do mesmo tronco, assim também todos aqueles que estão unidos a Deus estão unidos entre si como uma grande família, cujos laços permanecem mesmo para além da morte.

Por isso nós aqui na terra, Igreja militante , devemos através da oração zelar pelos nossos irmãos e também pelos que já faleceram, sobretudo o que padecem, a Igreja purgante no purgatório.

Por isso tem sentido dirigirmo-nos e invocarmos um santo (que já faz parte da Igreja triunfante no Céu) para que interceda por nós junto de Deus. Contudo devemos ter cuidado para trocarmos Jesus Cristo pelos santos. Os santos são dedos do corpo a apontar para Cristo, a Cabeça.

Maria tem, entre os santos, um papel e um lugar único, por causa da sua relação estreita com Jesus. Maria é o exemplo máximo de o que ser humano pode alcançar quando se abre a Deus. Por isso, recorremos a ela para que interceda por nós, “para que sejamos dignos da promessas de Cristo”.

Creio na Ressurreição e na Vida Eterna

«Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o Seu Filho unigénito, a fim de que todo o que crê Nele não se perca mas tenha a vida eterna.» Jo 3,16

Jesus ensinou-nos claramente: existe vida depois da morte. (Mc 12,25; Jo 3,16; Jo 14,2; Lc 14, 15-24). Falou dela como uma grande festa na Casa do Pai para qual todos os homens estão convidados: o “Céu” ou Paraíso. Não é um sítio mas uma situação onde só há amor e comunhão. O Céu já começa aqui na terra mas nunca chega a atingir a sua forma completa. O Céu significa a plena realização pessoal de cada um, a sua felicidade, muito para além de tudo o que pudesse imaginar (1 Cor 2,9).

Mas não podemos afirmar que toda a gente vai necessariamente para o Céu, pois isso seria o mesmo que dizer que Deus obrigava todo e qualquer ser humano à eterna comunhão consigo, quer ele quisesse ou não. Se existe verdadeira liberdade, tem de existir a possibilidade deInferno. Ou seja, o contrário do Ceú: a situação de total ausência de amor e comunhão; no fundo é a solidão voluntária e absoluta. «Opta por aquele estado quem, em presença de Deus, vê claramente o amor e, apesar disso, não o aceita» (Youcat nº53).

A Igreja resume os Novíssimos, os últimos acontecimentos que afetarão cada indivíduo no fim de sua vida: Morte, Juízo, Inferno ou Paraíso. Assim, no final da nossa vida haverá um momento de clarificação: um juízo final , que será a decisão final pessoal pela comunhão (com Deus e os outros) ou de viver de costas voltadas para a comunhão. Deus é incondicionalmente a favor de cada homem e temos em Jesus o nosso Advogado de Defesa. Será possível alguém recusar o Ceú? Não sabemos. Mas podemos perguntar: se nesta vida recusamos a comunhão, busca-la-emos na outra? O mais importante é aproveitar a vida na terra para aprender a amar a Deus e aos outros, superando o nosso comodismo e egoísmo.

Pode acontecer que – no encontro definitivo com Deus – precisemos de mudar alguma coisa para poder participar nessa grande festa: purificar preconceitos e egoísmos, alargar a capacidade de amar. A essa purificação chamamos “purgatório”.

Podem ler mais sobre tema aqui (p.69 a 72) ou aqui (p.42 e 43)

Esta semana fizemos também a introdução aos Sacramentos. Podemos definir um Sacramento como «encontro pessoal com Jesus Cristo, que através de um Sinal visível, nos ifunde eficazmente a Graça de Deus”.

Sobre este tema convido-vos a ler a introdução do nosso guia para os Sacramentos, no link abaixo.

Sessão 25 – 3 Mai

Resumo feito por Luisa Lopes, a quem agradecemos.

«O Credo é “símbolo da fé”, a mesma fé que fez Abraão mudar-se para a Terra Prometida e a mesma fé que sustenta os cristãos perseguidos, sendo pronunciado na Liturgia: O Símbolo dos Apóstolos e o Símbolo Niceno-Constantinopolitano.

Todos os símbolos da Igreja são desdobramentos da fé no Deus trino: o Pai, Criador do mundo, o Filho, o Salvador, através do qual o mundo encontra a redenção e o Espírito Santo, o Santificador, a presença de Deus na Igreja e no mundo.

Creio na Igreja, “templo do Espírito Santo”

A partir do sacramento do Batismo passamos a ser membros da Igreja, sendo Cristo a “cabeça” e nós o “corpo de Cristo”. A igreja é mais do que uma instituição, é a presença de Deus na humanidade, pelo qual a devemos amar sendo vivificada pelos Sacramentos e pelos Dons do Espírito Santo: Fortaleza, Sabedoria, Entendimento, Ciência, Conselho, Piedade, Temor de Deus.

E com a graça desses dons podemos mudar a face da Terra pois ser “templo do Espírito Santo” é estar disponível em corpo e alma a recebê-Lo para que a Sagrada Escritura se torne viva em nós e nos guie com a sua Luz e com a sua Força.

O Espírito Santo é representado como Pomba, o mesmo Espírito de Jesus no Batismo, como Fogo do amor divino, como a Mão de Deus que nos guia e como o Vento que embora não possamos ver, conseguimos sentir.

Creio na Igreja Una: uma única fonte (a Santíssima Trindade), um único modelo (Deus), um único fundador (Jesus Cristo) e, uma só alma (Espírito de Deus) e unida entre si como uma grande comunidade de irmãos, Santa em razão da entrega de Jesus, o Santo, Católica pela sua universalidade na missão de Cristo e Apostólica porque a Igreja foi fundada pelos Apóstolos.

Cada um de nós tem a sua vocação, sendo todas distintas mas de igual importância, seja como leigos, clérigos ou religiosos pois “Assim como o Pai Me enviou, também vos envio a vós” Jo 20, 21.

A busca pela salvação não é individual mas sim em comunhão, sendo a nossa missão como Igreja, proceder como Jesus procederia e fazer com que cresça o Reino de Deus entre os povos: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” Mt 28, 19»

Podem consultar mais sobre o Credo no link abaixo.

Sessão 24 – 26 Abr

Resumo feito por Rodrigo Cipriano, a quem agradecemos.

«Depois da Sua ressurreição, Jesus, aparece aos seus apóstolos dando-lhes muitas provas de que era Ele que ali estava presente. Jesus convive com os seus apóstolos por 40 dias e ao fim desse tempo, durante uma refeição, Ele ordena-lhes que não se afastem de Jerusalém e que esperassem lá o Prometido do Pai, «João batizava em água, mas dentro de pouco tempo, vós sereis batizados no Espírito Santo» – Act 1, 5.

Intrigados os apóstolos pretendem saber se seria naquele momento que Ele restauraria o reino de Israel, ao qual Jesus respondeu-lhes: «“Não vos compete saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou com a Sua autoridade. Mas ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis Minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria, e até aos confins do mundo.” Dito isto, elevou-Se à visto deles e uma nuvem O ocultou aos seus olhos» – Act 1, 7-9.

Dez dias após a Sua ascensão, na festa do Pentecostes (isto é, cinquenta dias após a Páscoa. Dia solene para os judeus. Era a festa das searas e da proclamação da Lei do Sinai) é-lhes enviado, como prometido, o Espírito Santo em forma de línguas de fogo pousando em cima de cada um deles, «Todos ficaram cheios de Espírito Santo e começaram a falar outras línguas […]» – Act 2, 4. Em Babel, o pecado dispersara os homens (Gn 11, 1-9), em Jerusalém, o Espírito Santo congrega os homens na Igreja.

Pedro discursa para os homens da Judeia e a todos os residentes em Jerusalém, começa por comprovar que se cumpriu o que o profeta Joel anunciara: «Nos últimos dias, diz o Senhor, derramarei o Meu Espírito sobre toda a criatura. […] Certamente, sobre os Meus servos e as Minhas servas derramarei o Meu Espírito nesses dias, e eles hão de profetizar» – Act 2, 17-18.

Pedro passa-lhes a informar que o profeta David proclamou, antecipadamente, a Ressurreição de Cristo: «[…] “Não O abandonarás na habitação dos mortos e não permitirás que a sua carne conheça a decomposição”.» – Act 2, 31.

Pedro conclui o seu discurso dizendo: «David não subiu aos Céus. Ele próprio diz: “O senhor disse ao meu Senhor: Senta-Te à minha direita, até Eu pôr os Teus inimigos por escabelo dos Teus pés”.» – Act 2, 34-35, e que toda a casa de Israel fique a saber, que Deus estabeleceu, como Senhor e Messias este Jesus por nós crucificado.

Depois destas palavras a multidão pergunta a Pedro e aos outros Apóstolos o que haveriam de fazer, ao que ele lhes convida ao arrependimento e à remissão dos pecados «[…] “Convertei-vos e peça cada um o Batismo em nome de Jesus Cristo, para remissão dos seus pecados; recebereis, então, o dom do Espírito Santo”» – Act 2, 38.

Os que acolheram a sua palavra foram batizados e naquele dia ficaram agregadas a eles cerca de três mil pessoas.

Jesus Cristo, através do Seu Espírito (Espírito Santo) está Vivo e atuante na Igreja.

«Aproximando-Se deles, Jesus disse-lhes: “Foi-me dado todo o poder do céu e da terra: Ide, pois, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo ensinando-as a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo”» – Mt 28, 18-20.»

Podem consultar essas passagens bíblicas no link abaixo.

O Penstecostes, El Greco, 1600

Sessão 23 – 19 Abr

Resumo feito por Tiago Oliveira, a quem agradecemos.

«Recordemo-nos que na ultima passagem da Paixão e Morte de Jesus o seu  tumulo foi fechado com uma grande rocha e vigiado por guardas dia e noite.

Ao terceiro dia as mulheres, Maria Madalena e Maria foram visitar o sepulcro. Eis que se deu um grande terramoto e desceu do Céu um anjo do Senhor – vestido de branco e removeu a pedra.

Os guardas fugiram e disse às mulheres o anjo: «Vós não temais, porque sei que procurais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui. Ressuscitou como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor esteve depositado. Ide já dizer aos Seus discípulos que Ele ressuscitou; e eis que vai adiante de vós para a Galileia; lá O vereis. Eis que eu vo-lo disse». Saíram logo do sepulcro com medo e grande alegria e correram para dar a notícia aos discípulos.

Os inimigos de Jesus (entre os quais os sacerdotes) tentam ocultar a ressurreição subornando os guardas para mentir. Esta mentira perdura e entre os Judeus persiste até hoje, não acreditando na ressurreição de Jesus.

Jesus manifestou-se a Maria Madalena, as mulheres que foram ao seplulcro, a Pedro e a dois discípulos a caminho de Emaús, e aos dez apóstolos:

Chegada a tarde daquele mesmo dia, que era o primeiro da semana, e estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam juntos, por medo dos judeus, foi Jesus, colocou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!».  Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se muito ao ver o Senhor. Ele disse-lhes novamente: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também vos envio a vós». Tendo dito esta palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos».

Como nos recorda o Papa Francisco: «Jesus Ressuscitado transmitiu à sua Igreja, como primeira tarefa,a sua missão de levar a todos o anúncio do perdão.»

Tomé não estava com os restantes discípulos quando veio Jesus, pelo que não acreditou. Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, colocou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Em seguida disse a Tomé: «Mete aqui o teu dedo e vê as Minhas mãos, aproxima também a tua mão e mete-a no Meu lado; e não sejas incrédulo, mas fiel!».

Mais tarde, junto ao mar de Tiberíades, Jesus apareceu a Simão, Tomé, Pedro e a alguns outros presentes. Com fome e sem terem sorte na pesca, Jesus disse-lhes para atirarem a rede para a direita e quando a puxaram o peso era enorme dada a quantidade de peixe apanhado. Foi esta a terceira vez que Jesus Se manifestou aos discípulos depois de ter ressuscitado dos mortos. Depois de comerem, disse Jesus a Simão Pedro para apascentar os cordeiros e ovelhas de Jesus, ou seja, a todos nós, seus discípulos.»

Podem consultar essas passagens bíblicas no link abaixo.

A incredulidade de São Tomé, 1601, Caravaggio

Sessão 22 – 29 Mar

Resumo feito pela Márcia Xavier, a quem agradecemos.

«Jesus foi preso, depois da última ceia, onde anunciou que Pedro o negaria 3 vezes e que um deles o trairia, Judas. Jesus foi levado a casa de Caifás, Sumo Sacerdote, onde os escribas e os anciões se tinham reunido para o julgar. Foi então condenado a pena de morte, injustamente.

Depois de ser julgado pelo poder religioso Jesus foi levado a julgamento Civil por Pilatos, que não vendo culpa nele mandou-o para Herodes por Jesus ser Galileu, e este remeteu-o novamente a Pilatos que ordenou que Jesus fosse flagelado. Jesus foi flagelado e foi-lhe colocada uma coroa de espinhos. Depois de flagelado Pilatos tentou libertar Jesus, mas o povo preferiu Barrabás, um criminoso e assassino. Pilatos lavou então as suas mãos e entregou Jesus ao povo para que fosse crucificado.

Um certo Simão de Cirene ajudou Jesus a levar a Cruz. Jesus foi crucificado entre dois ladrões, tendo um deles se arrependido e pedido que Jesus intercedesse por ele ao Pai. «Pai, em tuas mãos entrego o Meu Espírito», foram as palavras proferidas por Jesus antes de morrer.

José, um homem bom e justo, que fazia parte do sinédrio e não concordava com a determinação dos outros, foi ter com Pilatos pediu o corpo de Jesus e depositou-o num sepulcro aberto na rocha, no qual ninguém ainda tinha sido sepultado. Não satisfeitos, os Fariseus selaram o sepulcro e colocaram lá guardas, a fim de garantir que Jesus não ressuscitasse como tinha dito.»

Podem consultar essas passagens bíblicas no link abaixo.

Crucifixão, 1873, Eduard Karl Franz von Gebhardt

Sessão 21 – 22 Mar

Resumo feito por Tiago Oliveira, a quem agradecemos.

«A Páscoa era a celebração do povo judeu da passagem da escravatura para a liberdade na altura de Moisés. A chegada de Jesus a Jerusalém era expectada pelos discípulos como o assumir de um grande Rei de Israel.

O povo veio aclamá-lo como salvador de Israel. O que aconteceu foi uma entrada num jumento de forma muito simples, cumprindo as escrituras. A realeza de Jesus, filho de Deus será através da morte na Cruz pelos pecados de todos os povos do mundo e não para a libertação do povo de Israel. Jesus é o cordeiro de Deus (Agnus Dei), que irá  morrer na cruz uma semana mais tarde, e será abandonado pelo povo que O aclamou antes.

Os Fariseus e líderes religiosos mais uma vez foram criticados por Jesus pela desvirtualização da fé, expulsando os vendedores do templo: “A Minha casa é casa de oração; e vós fizestes dela um covil de ladrões”.

Jesus manda preparar a ceia Pascal aos seus discípulos (sabendo que seria a última), cumprindo a tradição Judaica. A lavagem dos pés foi o primeiro passo e não foi compreendida pelos discípulos, que queriam ser eles a servir Jesus; mas Jesus serviu a todos. Já nessa altura Jesus sabia que o demónio tinha corrompido um dos seus irmãos, Judas. A lavagem de pés sublinha a doutrina cristã do serviço aos outros e também a necessidade da limpeza dos pecados, a que podemos recorrer no sacramento da confissão.

Jesus institui a Eucaristia e ensina como O devemos lembrar e honrar – “fazei isto em memória de Mim”. Primeiro o pão que é partido em prol de todos, ou seja, é verdadeiramente o corpo de Jesus que se entrega por nós sempre que se celebra a Missa. Depois o vinho, o sangue de Jesus, sinal da nova Aliança da salvação querida por Deus para a toda a humanidade. Enquanto comiam, Jesus anuncia que um dos seus irmãos o irá trair e entregar. “Amai-vos uns aos outros, nisto conhecerão que sois meus discípulos” ensina Jesus novamente.

Após interrogação de Pedro sobre o que irá acontecer a Jesus, Pedro afirma que daria a vida por Ele; ao qual responde Jesus “em breve me negarás três vezes”. É importante refletir que, mais tarde, Judas e Pedro tiveram reações diferentes ao pecado. Judas não lidou com o pecado e em desespero enforca-se. Pedro, chora e pede perdão – devemos aprender com Pedro e confessar e pedir perdão dos nossos pecados.

Depois vai para o monte das Oliveiras para se preparar, para a morte. Pediu a Deus Pai, para o ajudar, mas acata a vontade do Pai:  “ não se faça, contudo, a Minha vontade, mas a Tua». Jesus no momento mais difícil, apoia-se na força da oração, que nos livra do Mal e nos ajuda a manter no caminho de Deus.»

Podem consultar essas passagens bíblicas no link abaixo.

Sessão 20 – 15 Mar

Resumo feito por Susana Andrade, a quem agradecemos.

«Jesus sabia que ia sofrer, contudo disse: “Não vos vou deixar órfãos.” Dando dessa forma o Espírito Santo, isto é, Sinais de graça, para nos dar graça e força em diferentes momentos da vida: os sete Sacramentos. Sacramentos de iniciação cristã – o Batismo, o Crisma ou confirmação (receção do Espírito Santo) e a Eucaristia ou Comunhão. Sacramento de Cura – a confissão ou reconciliação e a santa unção (unção dos doentes). Sacramentos de Serviço – a Ordem ou Sacerdócio e o Matrimonio ou Casamento. São estes os gestos de salvação e amor de Deus.

A doutrina de Jesus era exigente: “se queres entrar na vida eterna, guarda os mandamentos” dizia Jesus a um jovem rico. Para isso, e depois de questionado pelo jovem, Jesus disse: “vende o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem e segue-Me”. É por isso difícil um rico entrar no reino dos céus. Se o nosso coração estiver “apegado” a outras coisas que não a Deus é impossível. “Aos homens é impossível, mas a Deus tudo é possível”.

Também alguns discípulos O abandonaram, mesmo depois de Jesus lhes dizer: “Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue tem vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia”. As palavras de Jesus eram por isso Espírito e vida. Dizia Jesus aos seus discípulos: “É o espírito que vivifica”. Já Pedro e Simão, sem hesitar diziam que as palavras de Jesus eram de vida eterna. “Nós acreditamos e sabemos que tu és o Santo Deus”. Embora Jesus acrescenta “ninguém pode vir a Mim se não lhe for concedido por Meu Pai.” Mas Jesus fez também uma premonição, falando de Judas, um dos doze escolhidos por ele: “Um de vós é um demónio”.

A oposição à pessoa de Jesus Cristo torna-se feroz entre o poder religioso, sacerdotes, doutores da lei, escribas e fariseus. Estes tentam apanhar Jesus em contradição com a Lei para condena-Lo e para leva-Lo à morte. Então Jesus pede cautela aos seus discípulos: “Porque não compreendeis que não foi a respeito do pão que vos disse: Acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus?” Também os fariseus provocaram Jesus a respeito do matrimónio: “Porque mandou Moisés” replicaram eles, “dar o homem à sua mulher libero de repúdio e separar-se?” Jesus conclui que contra a dureza dos seus corações “[…] todo aquele que repudiar sua mulher, a não ser por causa de união ilegítima, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com uma repudiada, comete adultério”. Continuando a perseguição, alguém questionou Jesus sobre César, ao que Jesus lhes diz: “Dai, pois, a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”.

Contudo, o ódio a Jesus aumenta e desencadeia uma conspiração. A conspiração dos judeus, que não aceitam a doutrina de Jesus, que veio para todos: estrangeiros, pobres, pecadores, os excluídos da sociedade. Dá-se na Páscoa, a festa que relembra a libertação do povo judaico e que é marcada com a traição de Judas. “Vós sabeis que daqui a dois dias será celebrada a Páscoa e o filho do Homem será entregue para ser crucificado.” Foi então que os sacerdotes e escribas conspiram contra Jesus, onde em conselho encontraram os meios de prenderem e mais tarde de O matarem depois de passada a festa: “não se faça isto durante a festa, para que não suceda levantar-se algum tumulto entre o povo”. Dá-se então a traição de Judas, por trinta moedas de prata, “eu vo-Lo entregarei”.»

Podem consultar essas passagens bíblicas no link abaixo.

Jesus e o Jovem Rico, 1889, Heinrich Hofmann

Sessão 19 – 8 Mar

Resumo feito por Elsa Mendes, a quem agradecemos.

«Jesus Cristo escolheu Simão para Chefe da Igreja, a quem passou a chamar de Pedro (a pedra, a fundação). A partir de Pedro passou-se a edificar a Igreja católica, a palavra de Cristo. Daí a importância destas palavras: “E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos Céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos Céus”. Desde a nomeação de Pedro, a ligação continuou através de todos os Papas nomeados até hoje.

Jesus anuncia Várias vezes a Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Ou seja, os discípulos foram avisados de tudo o que iria acontecer, e nada podia ser feito para alterar o percurso da humilhação a que Ele próprio ia ser submetido. Jesus avisa os discípulos que também eles, poderiam ser perseguidos, correr riscos de vida, e serem mortos, mas essa era a vontade de seu Pai:” Não é o discípulo mais que o mestre”.

No entanto, para enfrentar tamanhas dificuldades, Jesus dá esperança, diz que “Não vos deixarei órfãos” e promete-lhes o Consolador (O Espírito Santo). Durante o seu ministério, Jesus foi instituindo os sacramentos, ou seja sinais da infusão da Sua graça em nós, em diferentes momentos da nossa vida.

Focamo-nos nos três sacramentos da iniciação cristã da Igreja Católica: o Batismo, a Eucaristia e o Crisma. O baptismo é um acto de adesão à vida de um discípulo de Cristo. Mas aqui, geralmente somos muito pequenos e e alguém se compromete por nós. A Confirmação, é um sacramento em que o cristão recebe, através da ação do bispo, uma unção e a imposição das mãos, invocando o Espírito Santo. Aqui somos adultos pelo que é uma decisão pensada, uma adesão mais firme à fé.

Relembro as palavras do Santo Padre, que reitera a importância de sempre recordarmos de nosso Batismo:

“Nós nascemos duas vezes: a primeira à vida natural, a segunda, graças ao encontro com Cristo, na fonte batismal. Ali somos mortos para a morte, para viver como filhos de Deus neste mundo. Ali nos tornamos humanos como nunca poderíamos ter imaginado. Eis porque todos devemos espalhar a fragrância do Crisma com o qual fomos marcados no dia do nosso Batismo. Em nós vive e opera o Espírito de Jesus, o primogênito de muitos irmãos, de todos aqueles que se opõem a inevitabilidade das trevas e da morte”.»

Podem consultar essas passagens bíblicas no link abaixo.

Cristo entregando as chaves a S.Pedro, 1482, Pietro Perugino