Sessão 18 – 1 Mar

Resumo feito por Clésio Fumo, a quem agradecemos.

«Jesus vai-nos mostrando que o Seu maior desejo e empenho é de fazer a vontade do Pai (Jo 5, 30). Enquanto cristãos, devemos sujeitar a nossa vontade à vontade do Pai e perguntar: qual a vontade de Deus para mim, como devo servir? Então seremos bem-sucedidos em tudo o que fizermos.

Jesus começa a preparar os Seus discípulos para a missão que lhes vai entregar.

Numa ocasião, Jesus subiu a um monte com alguns dos discípulos, Pedro, Tiago e João. Ali eles testemunharam a transfiguração do Senhor, num corpo glorioso, como que antevendo a vida gloriosa do Céu. Uma forte luz os cercou e Moisés e Elias apareceram. Ali estavam os representantes da Lei e dos profetas e a nova a graça que se inicia com Cristo. Uma nuvem de glória os envolveu e a voz de Deus Pai bradou dizendo: “Este é o meu Filho muito amado em Quem pus toda a Minha complacência. Ouvi-O!” (Mateus 17, 1-13). Ou seja, a voz de autoridade pertence a Jesus, a Quem devemos seguir.

Noutro episódio Jesus ensina-nos a força da oração (Lc 11, 9-13), animando a ser perseverantes porque o Pai do Céu nos ouve. “Também eu vos digo: Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, acha; e ao que bate, se abrirá. Quem de vós, sendo pai, se o filho lhe pedir um peixe, em vez do peixe lhe dará uma serpente? Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”

Jesus ensina-nos a ter fé na oração porque: “o vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes. Vós, portanto, orai assim: Pai Nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome…” (Mt 6, 8-9).  Dessa forma, o próprio Cristo ensina a principal oração dos cristãos, o Pai Nosso, que nos acompanha desde o início da fé cristã e faz parte das vidas de todos nós, que seguimos o verdadeiro Deus.»

Podem consultar essas passagens bíblicas no link abaixo.

A transfiguração, Rafael Sanzio, 1517-20

Sessão 17 – 23 Fev

Resumo feito por Neida Matavele, a quem agradecemos.

«Jesus conta-nos a história de um pai sensível, aberto, generoso. O pai não é rancoroso, não é inacessível, ele ouve, e se preocupa com seus filhos. Ele é perdoador, e sente a falta de um dos seus filhos. Um filho que decidiu começar uma vida egoísta longe de sua família.

“E, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão”.

O pai viu o seu filho ainda longe, porque certamente todos os dias olhava o caminho da entrada de sua fazenda, na esperança de ver o seu filho retornar para casa. Um pai que ama o seu filho nunca perde a esperança de reencontrá-lo. E este é certamente o sentimento que Deus tem quando nós nos esquecemos que temos sempre alguém que cuida de nós sempre, independentemente das dificuldades que a passamos.

Deus tem controle completo de todas as coisas é fiel e providencia tudo o que precisamos.

Deus convida-nos a reconhecer os nossos pecados e a ser bons de espírito, mostra-nos que somos todos pecadores e que não basta termos uma aparência boa se não tivermos um coração sábio, não basta preocuparmo-nos com nós próprios, se não nos preocupamos com o nosso próximo. Ele não dá o que nos queremos, mas sim o que necessitamos.

“Buscai, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo.”

Deus, com a sua grandeza e compaixão acolhe os pecadores e liberta-os dos seus pecados mostrando-nos o quão grande é o seu amor por nós, e por mais pecadores que sejamos ele perdoa os nossos pecados.

“Eu também não te condeno, vai e não peques” foi a frase dita por Jesus à mulher adúltera, que nos explica que Deus acolhe o pecador de braços abertos, convidando-o à conversão e sempre deixará as portas escancaradas para nós, cabe a cada um de nós entrar por essa porta e seguir a Jesus.»

Podem consultar essas passagens bíblicas no link abaixo.

O regresso do filho pródigo, 1667-70, Bartolomé Esteban Murillo 

Sessão 16 – 16 Fev

Resumo feito por Márcia Xavier, a quem agradecemos.

«Jesus não faz aquilo que é a sua vontade, mas sim a vontade de quem o enviou (Deus). Quem crê em Deus alcançará a felicidade e a vida eterna. Com o exemplo da multiplicação dos pães (falado na sessão passada) podemos ver que para realizar milagres Jesus precisa que nós façamos a nossa parte, crer nele e Naquele que o enviou.

Jesus explica o Reino do Céus através de parábolas como “A Parábola do Filho Pródigo- Lc 15, 11-32”, “A Parábola dos Talentos- Mt 25, 14-30” e a “Parábola do Bom Samaritano- Lc 10, 25-37“.

Falamos também do Sermão da Montanha que é basicamente um conjunto de Bem-aventuranças baseadas na Fé, no Amor, na Caridade e na Humildade.»

Podem consultar essas passagens bíblicas no link abaixo.

O Sermão da Montanha, Fra Angelico, 1443

Sessão 15 – 9 Fev

Resumo feito por Patrícia Fernandes, a quem agradecemos.

«Após ser batizado pelo seu primo, João Baptista, Jesus embarca na jornada para a qual foi destinado: a instauração do reino de Deus na terra. No âmbito deste desígnio, Jesus encontra os seus primeiros discípulos, nomeadamente: Simão (Pedro) e André, Tiago e João, Filipe e Natanael. Tanto Simão e André como Tiago e João eram irmãos e pescadores e, ao aproximar-se deles, Jesus apela que o sigam, de modo a que passem a pescar Homens e não peixes. Sem hesitação, seguiram-no, evidenciando assim que, para seguir Jesus devemos abdicar de velhos hábitos. Natanael foi mais cético, mas por fim segue Jesus juntamente com os outros. Dado isto, Jesus realiza os seus primeiros milagres: a transformação da água em vinho (no episódio das bodas de Canã), a cura dos dois cegos (face a sua fé em Jesus), ressuscita Lázaro e a filha de Jairo e ainda multiplica cinco pães que saciaram a fome de cinco mil homens.»

Podem consultar essas passagens bíblicas no link abaixo.

A ressurreição de Lázaro, 1857, Léon Bonnat

Sessão 14 – 1 Fev

Resumo feito pela Ana Maria Costelha, a quem agradecemos.

«Neste Domingo falamos do Filho de Deus, anunciação, nascimento e infância.

Maria e José, escolhidos por Deus para na Terra serem Pais de seu Filho concebido pelo Espírito Santo, depois de ouvirem o Anjo anunciar o nascimento de Jesus, vergaram-se com humildade na sua condição de servos e exultaram de alegria à vontade de Deus.

Durante a gestação José e Maria foram recensear-se em Belém, eis que o dia do seu nascimento chegou e numa cabana nasceu o Deus Menino envolvido em panos e recostado numa manjedoura, radiando de luz Divina ao Mundo. O Anjo apareceu e anunciou com grande alegria aos Pastores o nascimento do Filho do Espírito Santo de Deus, estes foram ver e voltaram espalhando o acontecimento pelo Povo, glorificando e louvando a Deus.

Passaram oito dias o Menino foi circuncidado e deram o nome de Jesus. Foram a Jerusalém e no Templo foi consagrado ao Senhor. No Templo encontrava-se Simeão e Ana, criaturas de Deus com elevado espírito de bondade, lealdade e entrega, quando viram Jesus bendisseram a Deus por terem conhecido e recebido o Salvador do Mundo.

Jesus iluminado pelo seu Pai Divino e orientado pelos seus Pais Maria e José, foi crescendo e com 12 anos viajou com a Família a Jerusalém pela Páscoa, ficando no Templo rodeado de Doutores, a sua inteligência nas respostas deixaram todos incrédulos. Os Pais notando a sua ausência na viagem voltaram para o encontrar, quando Maria observou ele fez saber que estava na casa do Pai.

“Foi na 1ª Apresentação do Templo, que Jesus com a sua Sabedoria, Graça e Submissão começou a dar a conhecer a todos o que o Pai Divino esperava dele, do Jesus Nazareno o Rei dos Judeus”»

Podem consultar essas passagens bíblicas no link abaixo.

Rembrandt, A oração de Simeão no Templo, 1631

Sessão 13 – 26 Jan

Resumo feito por Bruno Cipriano, a quem agradecemos.

«Nesta sessão iniciamos o Novo Testamento, fazendo antes disso uma retrospetiva desde o Génesis até ao nascimento de Jesus. Sublinhamos a sua ascendência da tribo de Judá, e todas as profecias que se irão concretizar (algumas delas listadas aqui).

No início da Bíblia é contada a história sobre o jardim do  Éden e como tudo era perfeito, exceto a existência de uma árvore que continha o fruto proibido, e de uma serpente que dizia que quem o comesse se tornaria igual a Deus.

Adão e Eva comeram o fruto e como consequência a bondade é perdida, e o mal e a morte entraram no mundo. A Bíblia apresenta a serpente como representante de todo o mal, que ainda hoje existe na humanidade. Mas Deus fez uma promessa a Adão e Eva: no futuro enviaria um filho de Eva para esmagar a cabeça da serpente e destruir todo o mal, no entanto durante a batalha a serpente morderia o seu calcanhar.

Esta história fica em aberto até que Deus apareceu a Abrão dizendo-lhe que através da sua família, a bondade e a sua benção iriam voltar a todas as nações do mundo. Um dos bisnetos de Abrão chamado Judá recebe a promessa de Deus que através da sua linhagem virá um Rei que trará harmonia, paz e prosperidade a todos os povos.

Séculos mais tarde, também o Rei David recebe a promessa de Deus que da sua linhagem virá o tal Salvador. Todas as gerações vindouras padeceram do mesmo mal apenas querendo bens materiais e poder, adorando outros Deuses.

A situação de Israel fica tão má que o Império da Babilónia os destrói por completo, parecendo que não haverá mais Reis para que a profecia realmente se concretize. Mas neste período de trevas para o povo de Israel, surgem vários profetas. Entre os quais, Isaías que profetiza que virá um Rei que morrerá por todo o mal da humanidade, que irá ressuscitar e que desta forma irá salvar e curar todos os males da humanidade. O Velho Testamento acaba sem que esse Rei tenha aparecido.

No início do Novo Testamento Mateus tem o cuidado de descrever toda a ascendência de Jesus, para que se prove que vem da linhagem de David e desta forma se cumpram as profecias.

Lucas descreve a vinda do Messias, através do anjo que apareceu a Maria dizendo-lhe que Ela iria ter um filho gerado pelo Espirito Santo, e que lhe poria o nome de Jesus, que em Hebreu significa “O Senhor Salva”, e que ele será um Rei e que governará todo o povo de Deus para Sempre.

Mas este é um Rei pobre que nasceu no meio dos animais, dos pobres e dos necessitados, e que o seu poder advém de Deus e não dos bens materiais, e que irá estabelecer uma nova ordem…»