Sessão 26 – 10 Mai

Esta semana continuamos com o Credo, nomeadamente as ultimas afirmações do Símbolo dos Apóstolos:

Creio na Comunhão dos Santos

Comunhão quer dizer “união” e “possibilidade de comunicação”. Os Santos são todos os que vivem unidos a Deus, na terra ou no Céu. Comunhão dos santos quer dizer que, tal como os ramos de uma árvore estão unidos entre si através do mesmo tronco, assim também todos aqueles que estão unidos a Deus estão unidos entre si como uma grande família, cujos laços permanecem mesmo para além da morte.

Por isso nós aqui na terra, Igreja militante , devemos através da oração zelar pelos nossos irmãos e também pelos que já faleceram, sobretudo o que padecem, a Igreja purgante no purgatório.

Por isso tem sentido dirigirmo-nos e invocarmos um santo (que já faz parte da Igreja triunfante no Céu) para que interceda por nós junto de Deus. Contudo devemos ter cuidado para trocarmos Jesus Cristo pelos santos. Os santos são dedos do corpo a apontar para Cristo, a Cabeça.

Maria tem, entre os santos, um papel e um lugar único, por causa da sua relação estreita com Jesus. Maria é o exemplo máximo de o que ser humano pode alcançar quando se abre a Deus. Por isso, recorremos a ela para que interceda por nós, “para que sejamos dignos da promessas de Cristo”.

Creio na Ressurreição e na Vida Eterna

«Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o Seu Filho unigénito, a fim de que todo o que crê Nele não se perca mas tenha a vida eterna.» Jo 3,16

Jesus ensinou-nos claramente: existe vida depois da morte. (Mc 12,25; Jo 3,16; Jo 14,2; Lc 14, 15-24). Falou dela como uma grande festa na Casa do Pai para qual todos os homens estão convidados: o “Céu” ou Paraíso. Não é um sítio mas uma situação onde só há amor e comunhão. O Céu já começa aqui na terra mas nunca chega a atingir a sua forma completa. O Céu significa a plena realização pessoal de cada um, a sua felicidade, muito para além de tudo o que pudesse imaginar (1 Cor 2,9).

Mas não podemos afirmar que toda a gente vai necessariamente para o Céu, pois isso seria o mesmo que dizer que Deus obrigava todo e qualquer ser humano à eterna comunhão consigo, quer ele quisesse ou não. Se existe verdadeira liberdade, tem de existir a possibilidade deInferno. Ou seja, o contrário do Ceú: a situação de total ausência de amor e comunhão; no fundo é a solidão voluntária e absoluta. «Opta por aquele estado quem, em presença de Deus, vê claramente o amor e, apesar disso, não o aceita» (Youcat nº53).

A Igreja resume os Novíssimos, os últimos acontecimentos que afetarão cada indivíduo no fim de sua vida: Morte, Juízo, Inferno ou Paraíso. Assim, no final da nossa vida haverá um momento de clarificação: um juízo final , que será a decisão final pessoal pela comunhão (com Deus e os outros) ou de viver de costas voltadas para a comunhão. Deus é incondicionalmente a favor de cada homem e temos em Jesus o nosso Advogado de Defesa. Será possível alguém recusar o Ceú? Não sabemos. Mas podemos perguntar: se nesta vida recusamos a comunhão, busca-la-emos na outra? O mais importante é aproveitar a vida na terra para aprender a amar a Deus e aos outros, superando o nosso comodismo e egoísmo.

Pode acontecer que – no encontro definitivo com Deus – precisemos de mudar alguma coisa para poder participar nessa grande festa: purificar preconceitos e egoísmos, alargar a capacidade de amar. A essa purificação chamamos “purgatório”.

Podem ler mais sobre tema aqui (p.69 a 72) ou aqui (p.42 e 43)

Esta semana fizemos também a introdução aos Sacramentos. Podemos definir um Sacramento como «encontro pessoal com Jesus Cristo, que através de um Sinal visível, nos ifunde eficazmente a Graça de Deus”.

Sobre este tema convido-vos a ler a introdução do nosso guia para os Sacramentos, no link abaixo.

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