I-07. Os reis na prosperidade: David e Salomão 

O segundo livro de Samuel, apresenta-nos o rei David como o ungido de Deus, sucessor do Rei Saul, a sua ascensão ao trono de Israel, mas também a sua decadência.

Após a morte de Saúl, o povo aclama David como rei do povo de Israel. Durante o seu reinado, une todas as tribos de Israel como uma só nação. Conquista a cidade de Jerusalém, onde estabelece a Capital de Israel. O Rei David também decide fazer da capital a Cidade Santa e, para tal, trouxe a Arca da Aliança para a cidade, que se transforma num sítio de peregrinação e de proximidade entre o povo de Israel e a divindade.  

David pergunta ao profeta Natã se pode edificar um templo para a habitação de Deus. Deus agradeceu e mas prometeu ser a Ele a construir-lhe uma casa, uma dinastia. Ou seja, Deus prometeu que da linhagem real de David viria um futuro Rei (Jesus), para reunir todos os povos na justiça e fraternidade implementando o Reino de Deus.

Em tempo de prosperidade para Israel, o autor sagrado faz questão de sublinhar que no melhor pano cai a nódoa.  Conta-nos como David, a partir de um momento de preguiça procura uma situação de adultério: apaixonou-se pela mulher do seu general Urias, chamada Betsabé que acabou por conceber. David, tentando enconbrir a situação, provoca um mal ainda maior e manda matar Urias. O corajoso profeta Natan denuncia o seu pecado, através de uma parábola .(II Samuel 11 e 12).

O grande rei David demonstra a fragilidade de ser pecador como todos os homens, mas consegue superá-la reconhecendo: “Pequei contra Deus”. A David atribuem-se a maioria dos salmos da Bíblia em particular o salmo 50 em que demonstra a Deus todo o seu arrependimento. Ainda hoje nós os cristãos recitamos esse salmo, pois todos já fomos tentados, pecamos e necessitamos de perdão. 

Deus, misericordioso, perdoa David, mas não apaga as consequências das suas ações. A ruína caiu sobre a descendência de David e o seu reino entra em decadência. David passa a viver em arrependimento e, mesmo nos tempos difíceis, manteve-se fiel ao seu Deus até a morte.

Já no livro dos Reis, conhecemos o Rei Salomão, fruto do casamento entre David e Betsabé, que sucedeu ao seu pai no trono de Israel. Salomão concretiza o desejo do pai e constrói um templo para Deus. Ficou conhecido pela sua grande prosperidade e pela sabedoria que Deus lhe concedeu para liderar Israel.

No entanto, também Salomão vai começar esquecer aalinça com Deus de Israel e com o objetivo de estabelecer alianças políticas, casa-se com centenas de mulheres, filhas de Reis, além disso começa a adorar os seus deuses pagãos. Deixou de agir em harmonia com a sabedoria que Deus lhe concedera e, consumido pela ganância e pelo poder começa a assemelhar-se mais ao Faraó do que ao seu próprio pai.

Depois da morte de Salomão, Israel encontra-se dividida em dois Reino: o Reino do Norte (Israel) cuja capital é Samaria e tem Jeroboão como rei e o Reino do Sul (Judá) cuja capital é Jerusalém e seu Rei é Roboão, filho de Salomão.

Com esta divisão, vieram tempos poucos saudáveis onde os reis e seus súbditos nem sempre se preocuparam em viver de acordo com a aliança que Deus estabelecera com os seus antecessores. Começam a adorar outros deuses e a distanciar-se cada vez mais do Deus único e verdadeiro.

Até que surgem os profetas para reagir contra a falta de fidelidade a Deus e para restaurar a fé.

Objetivo mínimo

Aqui deixamos a sebenta que é utilizada na paróquia há vários anos como ferramenta de apoio às sessões. Sugerimos que cada um(a) tenha como objetivo mínimo ler o capítulo de cada sessão. Aqui fica o PDF da Sessão 07.

Para aprofundar

Para aprofundar o tema de forma lúdica, sugerimos a visualização destes vídeos que em poucos minutos nos dá uma visão bastante enriquecedora sobre o tema.

Nota: Para saber mais sobre a origem dos seguintes vídeos clique AQUI. Estão falados em Português do Brasil. No Youtube está disponível a versão falada em Inglês (com legendas em português).

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